Segunda-feira, Novembro 2, 2026
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Desde 73 250 euros – Testámos o Mercedes-Benz E 220 d Cabriolet. Descapotáveis e Diesel fazem sentido?

Sejamos honestos. Os SUV até podem dominar o mercado, mas quando chega o verão, muitos devem ser os que se imaginam de cabelos ao vento, num final de tarde, com um descapotável. Precisamente como o Mercedes-Benz Classe E Cabriolet que tivemos oportunidade de testar.

Numa altura em que a marca alemã já assumiu que vai repensar a sua oferta de descapotáveis, o Classe E Cabriolet mantém-se na gama e vê a sua oferta em Portugal contar com dois motores Diesel e dois a gasolina.

Tendo em conta que, para a maioria dos petrolhead, conjugar um motor Diesel com uma carroçaria descapotável é o equivalente a pedir um bitoque sem bife, pusemos à prova o Mercedes-Benz E 220 d Cabriolet para descobrir se é assim um “pecado” tão grande este casamento “não aprovado”.

Passar despercebido não é opção

Como é habitual nos descapotáveis, o Mercedes-Benz Classe E Cabriolet faz virar muitas cabeças à sua passagem, algo que se torna ainda mais evidente quando abrimos a capota, que pode ser feito até aos 60 km/h, e que permite a todo o mundo ver mais de perto o elegante interior com tons claros.

Por lá tenho de elogiar a robustez geral — a capota garante um bom isolamento acústico — e a agradabilidade visual e tátil dos materiais. Já menos merecedor de elogios é, como seria de esperar, o espaço nos bancos de trás, com as viagens mais longas naqueles lugares a não prometerem ser experiências particularmente prazerosas.

Quanto à bagageira, esta acaba por não se “queixar muito” por guardar a capota, perdendo apenas 75 litros no processo (de 385 litros passa para 310).

Focado no conforto

Dinamicamente não são precisos muitos quilómetros para perceber que o descapotável de 4,83 m de comprimento não pretende conquistar-nos pela dinâmica desportiva — nem é esse o seu objetivo.

Apesar de ter tração traseira e uma direção direta e com bom peso, este abdica do divertimento que a tração posterior poderia permitir em detrimento de um comportamento previsível e estável.

Além disso, também a suspensão é mais talhada para o conforto, convidando-nos a longas roadtrip com o mar como “pano de fundo”. E é precisamente devido a este carácter “relaxado” e estradista que o motor Diesel começa a parecer uma escolha… adequada.