Tesla Model X Plaid. A melhor versão com o pior volante?
Quem disser que os 1020 cv de potência deste Tesla Model X Plaid fazem falta está a mentir. Mas eu também vou defender essa mentira porque… nem tudo tem de ser racional.
Foram dias muito interessantes ao volante do Tesla Model X Plaid. A marca liderada por Elon Musk pode ter cortado o volante pela metade, mas tivemos a experiência por inteiro.
Tal como refiro no vídeo que acompanha este artigo, não fiquei convencido pelo volante Yoke, mas tudo o resto é impressionante.
Confesso que nos primeiros dias, a minha atenção foi dominada pelas acelerações e pela tentativa de habituação ao «tal» volante (que é um opcional muito dispensável).
Daí em diante descobri — ou voltei a descobrir, porque já tinha testado o Model X no passado — um SUV 100% elétrico muito capaz. Por vezes, até demasiado capaz…
Muito espaço e tecnologia
Em bom tempo a Tesla reviu o interior do maior modelo da sua gama. Ao entrar neste Tesla Model X somos confrontados com um interior totalmente renovado.
Agora temos um ecrã que pode receber três orientações espaciais: centrado, focado no condutor ou no passageiro. Além disso, a qualidade de montagem também deu passos significativos e não merece reparos.

Da minha parte, sem desmerecer a técnica escondida por esta opção, preferia que não fosse assim. Chegar a qualquer lugar e ser o «centro das atenções» sempre que é aberta uma porta traseira não é para mim. Nada contra, mas não é para mim.
Quanto ao espaço, é muito abundante. Tanto para os seis passageiros como para a bagagem. É um excelente local para viajar ou até mesmo relaxar depois de um dia de trabalho. Agradeçam ao conforto dos bancos e ao sistema de infoentretenimento da Tesla que até nos brinda com videojogos.
Volante pela metade e o dobro da potência
Como escrevi mais acima, há coisas que não merecem ser reinventadas e as portas de um SUV familiar é uma delas. A outra é o volante.
Concordo que o aspeto do volante Yoke da Tesla é extraordinário e em termos de utilização em estrada aberta não causa qualquer problema. Mas assim que entramos numa cidade ou num parque de estacionamento o cenário muda de figura: falta metade do volante.

